Como e por quê eliminar o caramujo-gigante-africano

Como e por quê eliminar o caramujo-gigante-africano

O caramujo-gigante-africano entrou em terras brasileiras na década de 1980 com o propósito de ser oferecido como escargot. Bom, como o escargot não fazia parte da cultura alimentar brasileira, ocorreu o insucesso mercadológico e muitos animais foram liberados no meio ambiente. A partir daí, por falta de predadores naturais e por apresentar resistência ao frio e à seca, o animal já é encontrado em praticamente todos os estados brasileiros.

 

A propósito, o caramujo-gigante-africano na verdade não é um caramujo! É um caracol. São equivocadamente designados, pois caramujos são animais aquáticos, e caracóis são terrestres. Mas isso é apenas um detalhe frente ao super problema que estes animais trazem para todos nós. Eles são uma ameaça ambiental, pois competem com as nossas espécies nativas e trazem prejuízos nos cultivos de alimentos.

São também uma ameaça sanitária e causam grande preocupação de saúde pública, pois são hospedeiros de larvas de nematódeos que podem infectar humanos, cães e gatos. Entre as doenças mais preocupantes está a meningite.

 

Entretanto, não são todos os caracóis que carregam as larvas – muitos estados não têm registros destes animais como vetores. Mas é melhor prevenir do que remediar, não é?

 

Como eliminar os caramujos-gigantes encontrados:

  1. Proteja sempre a mão com sacola ou luva de borracha
  2. Coloque os animais recolhidos em uma sacola plástica. Dê um nó e faça pequenos furos.
  3. Em um balde, diluir uma colher de sopa de água sanitária em 1L de água e colocar a sacola com os animais na solução por 24 horas (se não os ovos não morrem)
  4. Escorrer, colocar em uma sacola sem furos e fechar a extermidade.
  5. Colocar a sacola junto aos outros rejeitos para a coleta domiciliar.

 

Mas cuidado! Tenha certeza que realmente se trata do caramujo-gigante-africano para não eliminar a fauna nativa.